quarta-feira, 12 de outubro de 2011

REGIÃO SUDESTE: FEIJOADA


Figura 1: Feijoada

Berço do desenvolvimento econômico, tecnológico e populacional, a região Sudeste é formada por Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Todas a regiões com influências indígenas, africanas e, principalmente, portuguesa.
Dentro a região Sudeste, podemos colocar em evidência diversos pratos típicos de cada cultura regional. A culinária de Minas ganha forte presença na memória dos brasileiros. No entanto, o Rio de Janeiro, por ter sido durante um longo tempo a capital do país, adquiriu características peculiares em sua Gastronomia.
É na culinária do Rio de Janeiro que encontramos a grande influencia portuguesa através do bacalhau, dos ensopados, caldos, iscas e cozidos.
Aliás, o grande prato carioca é nada menos que a famosa feijoada. A maioria dos textos informam que a feijoada foi inventada na senzala por escravos que aproveitavam as carnes menos nobres do porco e as misturavam com feijão-preto. Sabe-se que na época da escravidão,a refeição dos escravos era composta basicamente de fubá de milho, feijão e sal. O feijão misturado com farinha de milho ou mandioca tornou-se por questões de necessidade o prato tradicional dos escravos. Posteriormente, este prato foi ganhando ingredientes como a carne, o cozido português (prato com diversos tipos de carnes e legumes), o já adquirido feijão, juntamente com o toucinho e a farinha. Hoje em dia a feijoada ganhou vários acompanhamentos como o arroz branco, a couve refogada, a banana empanada e a laranja, usada como alimento digestivo.
No entanto, segundo o escritor Câmara Cascudo, autor do livro A História da Alimentação no Brasil, a feijoada tem origem europeia e é derivada dos cozidos à base de feijões e favas. Sendo assim, a mudança que caracterizou a feijoada brasileira foi a adição do feijão-preto. Porém, sendo criada por europeus ou escravos, a feijoada é a fusão dos costumes alimentares europeus, juntamente com a criatividade do escravo africano. É importante destacarmos então que a  capital carioca é a grande divulgadora deste delicioso e famoso prato que agrada tanto aos brasileiros, quanto aos milhares de estrangeiros que visitam o estado todos os anos, lembrando que a capital Fluminense se encontra em uma das principais cidades turísticas tanto por suas belíssimas paisagens, o carnaval, como para sua afamada culinária, com pratos famosos como a feijoada (já dita anteriormente), os pratos a base de frutos do mar, a famosa caipirinha, entre outros.








Livro: Coleção Cozinha Regional Brasileira
Editora: Abril Coleções
Ano: 2009

Onde achar?

Livro: Roteiros do Sabor do Estado do Rio de Janeiro
Autor: Chico Junior
Editora: Senac Rio
Ano:2007

Onde achar?



Livro: História da Alimentação no Brasil
Autor: Câmara Cascudo
Editora: Global
Ano: 2004
Onde achar?




Componentes: 
Letícia Leal
Letícia Duarte
Natália Sávio
Yohanna Perdiza

Orientador:
Jorge da Hora






segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Região Centro-Oeste
PEQUI


Foto: Fernando Tatagiba
Figura. 1 Flor de Pequi

Além da ampla diversidade que encontramos no Centro-Oeste, seu grande marco é a construção de Brasília. Apenas índios conheciam o Centro-Oeste no século XVII, quando então começou a ser explorado por bandeirantes que fundaram diversas cidades. No entanto o desenvolvimento passou a existir apenas no século XX impulsionado pelo crescimento do Sudeste e sendo muito importante para a pecuária da região. 
Com tanta matéria prima, a cozinha ocupa lugar de destaque, tornando-se típica, famosa e muito particular pela diversidade. Acompanhado de um povo rico em hospitalidade, a cultura gastronômica dessa terra, faz um achado no fundo do quintal ficar muito interessante. 
         Conhecido pela a presença de doceiras talentosas, a culinária goiana segue uma tradição do período colonial, onde até mesmo as casas e ruas demonstram um Brasil que parou no tempo.
Um dos ingredientes mais marcantes na culinária goiana é o Pequi, que teve origem em pequenas vilas no começo do século XVIII. É uma árvore que tem valores gastronômico, cultural, medicinal e econômico. Encontra-se pequizeiro em biomas do tipo cerrado e mata seca. O fruto na utilização medicinal é considerado afrodisíaco, ajudando na respiração e tendo suas folhas como adstringente, também ajudando no funcionamento do fígado. A sua utilização terapêutica, não esta ligado diretamente à medicina.
O pequi deixou de ser somente utilizado na fabricação de sabão terapêutico, para integrar a base cultural do Centro-Oeste Brasiliense.
O pequizeiro é uma arvore protegida por lei que impede seu corte e comercialização em todo o território nacional, pois é resistente a cupins de madeira seca sendo considerada com ótima qualidade.
Os frutos são muito usados para se cozinhar com arroz ou outros pratos salgados, das mais variadas formas: cozido, no arroz, no frango, com macarrão, com peixe, com carnes, no leite, e na forma de um dos mais apreciados licores de Goiás. Seu grande atrativo, além do sabor, são os cristais que formam na garrafa que chamam de afrodisíacos.
A amêndoa ou castanha é comestível e muito saborosa. É utilizada na indústria de cosméticos para a produção de sabonetes e cremes, usada para fortalecer e hidratar a pele. O óleo da polpa tem efeito tonificante, sendo usado contra bronquites, gripes, resfriados e controle de tumores. O chá das folhas é tido como regulador menstrual, combatendo também enfermidades dos rins e bexiga.


Referências:
Ø  Disponível no Site: http://www.arara.fr/BBPEQUI.html
Ø  Disponível em: http://www.goias.gov.br/

Ø  CHAVES, Guta; DOLORES, Freixa - Larosse da Cozinha Brasileira: Raízes Culturais da Nossa Terra. 1ª Edição. SP Larousse 2007




Cerrado: Espécies Vegetais Úteis
ALMEIDA, S.P; PROENÇA, C.E.B.; SANO, S.M.; RIBEIRO, J.F.,1998
Onde comprar:



 Plantas Medicinais no Domínio dos Cerrados
Rodrigues, V.D. & Almeida, M.D. de; 2003
Onde comprar:


 Frutas do Cerrado
Silva, D.B. da; et al., 2001

                                                
 Larousse da Cozinha Brasileira
CHAVES, Guta; FREIXA, Dolores; 2007
Onde comprar:
                                                                                                          






Componentes: 
Letícia Leal
Letícia Duarte
Natália Sávio
Yohanna Perdiza

Orientador:Jorge da Hora










                                       

Região Sul

        O matambre tem origem da Espanha, que seria "mata hambre", que quer dizer mata a fome. Esse corte de carbe fica localizado na estrutura muscular do boi, "protegendo" assim, a costela. Quando um bovino é abatido a primeira peça de carne que se retira é essa manta, podendo ser preparada na grelha, recheado ou no espeto.



Fonte: Chef Michael Symon

 



Figura: Corte da estrutura muscular do boi

Matambre Recheado
Ingredientes
·         2 colheres (sopa) de azeite
·         100 g de bacon em fatias
·         1 peça de matambre
·         100 g de presunto em fatias
·         2 ovos ligeiramente batidos
·         Meia cebola fatiada
·         100 g de azeitonas verdes sem caroço e fatiadas
·         100 g de queijo mussarela fatiado
·         3 cebolinhas inteiras
·         1 cenoura em cubos
·         1 cebola em cubos
·         1 salsão em cubos
·         1 tablete de caldo de carne
·         35 ml de vinho tinto
·         Sal e pimenta a gosto
Modo de preparo
1º - Numa frigideira com o azeite doure o bacon em fatias. Retire o bacon da frigideira, seque-o em papel toalha, corte em pedaços pequenos e reserve o bacon e a gordura dele.
2º - Na peça de matambrecoloque sal e pimenta-do-reino a gosto e comece a colocar o recheio da seguinte forma: com a peça de matambre aberta coloque uma camada de presunto em fatias. Depois coloque um pouco de ovos ligeiramente batidos, faça uma camada com a cebola cortada em fatias, coloque mais um pouco de ovos por toda extensão da peça e distribua as azeitonas verdes sem caroço fatiadas. Polvilhe os pedaços de bacon dourados (já reservados em cima) mais um pouco de ovos batidos, depois o queijo mussarela fatiado, o restante dos ovos batidos e disponha salsinha rasgada e cebolinhas inteiras.
3º - Enrole o matambre, no sentido das fibras (para que quando estiver pronto você corte no sentido contrário das fibras e a carne se mantenha macia). DICA: enquanto estiver enrolando, tente deixar o recheio todo envolvido pela carne para que ele não saia na hora do cozimento. Feche bem a carne com um barbante e coloque sal e pimenta-do-reino a gosto (opcional, pois já salgamos o recheio).
4º - Na frigideira com a gordura do bacon coloque o matambre recheado e doure todos os lados. Retire o matambre, tire o barbante e reserve.
5º - Na mesma frigideira com a gordura do bacon doure os cubos de 1 cenoura e de 1 cebola. Depois de dourados adicione 1 salsão em cubos, misture e jogue o vinho para *deglaciar a panela e reserve.
6º - Transfira o matambre selado para uma panela de pressão, adicione os legumes da frigideira e um pouco do caldo da panela), complete o suficiente para cobrir a carne, junte o tablete de caldo de carne.Feche a panela e conte 1h30m depois que começar a chiar. Retire a pressão e abra a panela.
Modo de servir
Sirva fatias do matambre com salada de agrião, molho vinagrete uruguaio e arroz.




Componente:

Maria Carolina Argenton Silva Abreu
Matheus
Ruy
Rodrigo
Robert


Orientador:
Jorge da Hora





Sudeste

A região hoje conhecida pelo seu grande polo comercial é composto por quatro estado: São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais.
São Paulo, um estado com uma grande diversidade populacional, por esse motivo seu cardápio é tão variado, sua base histórica alimentar foi feita por migrantes de todo o Brasil e imigrantes de todo o mundo. Com diversos  atrativos gastronômico, e um deles é o mercadão, que foi fundado em 1933, onde têm diversas bancas uma grande variedade de produtos (CAVALCANTI, 2007).


Figura 1: Imagem de cima do mercado municipal de São Paulo.
           
Os bandeirantes foram uma espécie de nômades pela região sudeste  na busca pelo ouro, sua dieta era basicamente, milho, mandioca, feijão, carne seca e toucinho, eles preparavam uma paçoca feita com carne seca e farinha de mandioca tudo socado em um pilão. Um prato típico paulista que nem todos assumem a autenticidade, é a farofa de iça, uma espécie de formiga também conhecida como tanajura. Muito simples seu preparo basta selecionar boas formigas retirar a parte traseira e torre-a com farinha de mandioca, depois de torrada a formiga fica com um leve gosto de amendoim.


Figura 2: Farofa de Iça.
Disponível em : http://www.curiosidades10.com/comidas/farofa_de_formiga.html acessado em 28/09/2011

Rio de Janeiro, a cidade maravilha destaca-se pelas belas paisagens de praias e morros. Antes de Brasília se tornar a capital, era o Rio que hospedavam toda a corte portuguesa, juntamente com a corte veio também seus costumes e regras culinárias tornando a cidade o centro comercial gastronômico que é hoje, seu cardápio é à base de peixes pela sua geografia favorecida. (CAVALCANTI, 2007).


Figura 3: Rio de Janeiro vista do cristo.

Espírito Santo, um estado com grande cultura gastronômica, com um povo que demonstra uma atração pela comida de mar desde seus colonizadores, com um prato muito tradicional é a moqueca capixaba feita na panela de barro, típica da região. (CAVALCANTI, 2007).

Figura 4: Moqueca capixaba na panela de barro.
Disponível em: http://workdg.blogspot.com/2011/02/luz-como-tempero.html acessado em 28/09/2011
Minas Gerais, um dos estados brasileiros com maior identidade, com sua cultura rustica e tradicional, a comida mineira é voltada para o solo, valorizando carnes suínas, bovina e de aves, é o maior produtor de leite e cachaça dos pais, outra característica marcante na gastronomia mineira é o fogão a lenha que da todo um sabor especial de comida de roça. (FRIEIRO, 1982).


Figura 5: Fogão a lenha típico mineiro.




REFERENCIA BIBLIOGRAFICA

FRIEIRO, Eduardo. Feijao, angu e couve: ensaio sobre a comida dos mineiros. Belo horizonte. Ed Itatiaia; São Paulo, ed. Da universidade de São Paulo. 1982. 227p.
FREIXA, Dolores; CHAVES, Guta. Gastronomia no Brasil e no Mundo. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2009. 309 p.
CAVALCANTI, Pedro. A pátria nas panelas : historia e receita da cozinha brasileira. São Paulo : Editora Senac São Paulo, 2007. 392 p.


Sites visitados



Componentes:
Maria Carolina Argenton Silva Abreu
Matheus
Ray
Rodrigo
Robert

Orientador:
Jorge da Hora


REGIÃO CENTRO-OESTE

            O centro-oeste sempre foi uma região de isolamento, as regiões eram de difícil acesso, pois não havia muitas estradas entre elas, as mercadorias e ingredientes dificilmente chegavam até essas regiões, mas em contra partida essa região é rica em frutos, caças e pescados, e devido o fato de utilizarem na maioria das vezes os ingredientes típicos desenvolveram certo apego por eles. Os ingredientes mais utilizados nesta região são; (Goiânia) pequi, guariroba, (Mato Grosso) bananas-da-terra, pescados, (Mato Grosso do Sul) Carnes em geral. (CAVALCANTI, 2007)
            Está região após estar interligada com as demais regiões do Brasil recebeu forte contribuição dos estados de Minas gerais, que trouxe para a lista de comidas regionais o feijão-tropeiro, carne seca, toucinho e a banha de porco. Os gaúchos foram os responsáveis por trazer o arroz de carreteiro, que foi rebatizado com o nome de Maria Isabel e No Mato Grosso do Sul é possível encontrar sopa paraguaia e salteñas bolivianas. (CAVALCANTI, 2007)
            Outro grande fato histórico relacionado com a gastronomia nessas regiões são as festas do divino que chega durar dez dias, possuindo mesas fartas de comidas típicas e com danças folclóricas. (CAVALCANTI, 2007)



E as Ceias dos inocentes, festas onde os fazendeiros pagam suas promessas celebrando com banquetes.   Hoje em dia está região recebe grande influencia de todas as outras regiões que tem divisas, recebendo grande influencia até de regiões fora do Brasil. (CAVALCANTI, 2007)
Uma curiosidade desta região é que a famosa poetisa e doceira Cora Coralina foi nascida e criada. (CAVALCANTI, 2007)

GUARIROBA
            A guariroba é uma palmeira que geralmente é encontrada em matas mais secas, sempre em agrupamentos, onde é encontrado este tipo de alimento é certeza de terra fértil, este alimento é quase totalmente sustentável, podem ser utilizadas suas folhas para criações de animais, seus coquinhos quando caem são extremamente saudáveis para o gado, deles também são retiradas um tipo de amêndoa, que é utilizada pela indústria para produzir sabão, e o principal e muito utilizado na gastronomia o palmito ou broto terminal, possui um sabor amargo quando comparando com os de mais palmitos da mata atlântica, presente em varias receitas da região centro-oeste.
            Hoje em dia as plantações de guariroba estão em escassez, mesmo com a fiscalização do IBAMA(Instituto Brasileiro Do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) estas plantas estão cada vez mas sendo desmatadas para construção de pastagem e cultivo de outros alimentos, mas por ser uma planta de fácil cultivo alguns agricultores estão criando está palmeira, como meio de aumentar seus negócios.





BIBLIOGRAFIA
CAVALCANTI, Pedro. A Pátria nas panelas:historia e receitas da cozinha brasileira. São Paulo: Editora Senac São Paulo,2007.
TODA FRUTA. Guariroba Disponível em:      http://www.todafruta.com.br/portal/icNoticiaAberta.asp?idNoticia=14835 acessado em 27/09/2011.


Componentes:
Maria Carolina Argenton Silva Abreu
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Rodrigo 
Robert

Orientador:
Jorge da Hora